A culpa é nossa? O individualismo e a destruição do ecossistema global



"É só uma garrafa", "Só uma sacola", "Na próxima eu trago meu próprio copo". Quantas vezes você já ouviu, ou já falou, algo na linha dessas frases? É mais comum do que a gente pensa. Mas não devemos nos sentir culpados em relação a isso. Para saber por que muitas pessoas falam e pensam dessa forma, é preciso entender hábitos e construções sociais que fizeram do individualismo um dos maiores catalisadores da destruição do ecossistema do planeta.


O impacto humano que se aprende nas escolas e que habita o senso comum quando o assunto é "aquecimento global" está relacionado à exploração de recursos naturais, à emissão de gases poluentes pelas indústrias e automóveis, ao uso de petróleo, ao vazamento de gases e barragens, entre outros. De acordo com artigo publicado por pesquisadores na revista "Nature", o aquecimento atual do planeta Terra é o maior evento climático em 2 mil anos. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que o planeta está um grau mais quente do que há 50 anos atrás e que esse aumento na temperatura está relacionado às atividades industriais humanas.


Existe, hoje, uma onda de sustentabilidade e um olhar mais ecológico para o impacto humano no planeta. A conscientizou é feita por educadores e veículos de comunicação, além da forte campanha de ONGs relacionadas à preservação ambiental. Ainda assim, alguns dos cientistas responsáveis pela elaboração das medidas do Acordo de Paris, acreditam que os governos não estão no caminho correto para atingir as metas propostas.


Atualmente, existe uma diversidade de ativistas ambientais e outros influenciadores que utilizam as suas plataformas sociais para divulgar fatos e alternativas para os seus seguidores. Dessa maneira, essas pessoas atingem seus núcleos e comunidades no nível local. Para Lívia (@vegtododia), influenciadora vegana que também trata de assuntos ambientais, seu papel é de educadora.


- Quando posto meus stories ou proponho alguma discussão nas redes sociais, acabo aprendendo mais do que quando pesquiso. É importante ouvir outras vozes e sentir que estou fazendo algo, mesmo que seja apenas na minha comunidade local. Sinto que a mudança tem que começar em algum lugar. - afirma a jovem. Lívia recomendou o vídeo "What Really Happens To The Plastic You Throw Away" no link abaixo. Dá uma olhada:


A mudança local é a mais crucial, porém a que menos obtém atenção à nível mundial. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU (Organização das Nações Unidas), a melhor maneira de reduzir o impacto ambiental individual no planeta é consumir menos alimentos derivados de bovinos (carne, leite, queijo e manteiga). De acordo com pesquisa da Agência Brasil, hoje, a criação de gado afeta em grande escala ecossistemas brasileiros, principalmente a Floresta Amazônica.


Outra alternativa é consumir comidas sazonais e de origem local, desperdiçar menos, demandar produtos de consumo com baixo teor de carbono, caminhar distâncias curtas e priorizar transportes coletivos. É preciso entender que o abuso individual dos recursos ecológicos tem um impacto sobre o ecossistema em um nível local, mas que, somente a partir das mudanças desses hábitos é possível haver um impacto global significativo e focado em resultados concretos.

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